marcas-me o corpo
com o punhal, com calma
duas metades sulcas
com gelo e exaltas
fendes o credo
arruinas a salva
quente o escorpo
laceras a alma
no castelo de cartas
do meu conto de fadas
não duas mas três
ameias eriges
e num rasgo desfloras
do amor a grinalda
no castelo das cartas
do teu conto de nadas
destrunfaste o momento
que eu colei com cola
cegaste com copas
ao hesitar na vaza
e o terno cortaste
com a dama de espadas
coragem dizes ser
não temer a verdade
ouço-o, é-me sacro
sacrifico e fico
para recordar apenas
o que nunca desiste
e nunca mais esquecer
que o meu amor existe
andalsness
Saturday, October 27, 2007
Thursday, July 19, 2007
Sea Wave
Que hora era de agendar fim à insolente desobediência desse sonho a que chamam realidade. Dois olhos, um vítreo, o outro de serpente, e um rio de lava percorrendo-lhe a ruga das longas casquinadas que ontem, não hoje, deu e nunca antes teria deixado de chistosamente dar e querer dar. Senti o espasmo, disse. Hoje, por fim, depois de ontem. Esquadrinhou-me as entranhas, furtou-me da mansarda do corpo e, sem pudores ou observâncias pelos equilíbrios de tempestades e bonanças outras, subtraiu-me ao exílio da insula dos desejos e rasgou istmo em mar de afectos. Assim volúvel, firme fincou em terra vã. E tanto era ou tanto é, e tanto mais para acreditar (e sonhar), que do de serpente fez, ontem, como hoje, o cego.
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