Tens uma beleza aí, dessas poucas tão óbvias para mim. Não sei, porém, viver coisa outra que não a ficção. No sense of reality, aqui, aí, a meio caminho, em qualquer Brazil. E, com o pouco de wild que vai restando para investir into, não consigo articular um raciocínio nem ao ritmo que a redacção de uma frase permite. É, porém, procurando que doente de mim me encontro. Me vou encontrando, digo. Sabes, deveria comentar antes a vida. Não a olho, capturo-a desiteresadamente para depois (e como sempre) me fazer grande ao olho alheio, em tempo irreal, em deferido indeferido, manipulando-a, dando-lhe (subtraindo-lhe) esse outro brilho, contrastando-a à ficção sonhada de um real banal, exactamente esse a que não me dei viver nesse próprio instante. E, sabes, vou ganhando curiosidade por Pessoa a cada vida que passa. Ora bem, chegou ao balcão, acercou-se do meu ouvido e exclamou: “Sai de casa para não suicidar-me". “A sua selecção literária não será a mais aconselhável“, respondi. “Mal Momento” era o título do livro que acabara de pousar no balcão. E, ao que parece, não tem conhecido outros. Mas há mais.
andalsness
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