canta o estio
para que recordes
que no setentrião céu
tudo se inscreve
que ridícula é a ferida
que serena és
a doçura que foste
que sentes à flor e que ficas à pele
do vasto sentido que não tem a vida
ouve
não ouças só
o que a solidão permite
desespera, sim
de noite, de dia
muda tudo e apenas o que não varia
busca o delíquio que sucede essa breve orgia
e ouve
abre caminho na senda da noite
e calca tudo
rasga o cardo, rompe a uva
rouba o vinho, pisa o sangue
e ainda
o bilhete que tragas na palma da luva
não esqueças, ouve
galga a luz e no cume do breu
abre o trinco e ama
o visitante que pernoita
na porta da tua aurora
depois
deixa-o ir e revive
vagarosa
o sorver do veneno da tua memória
andalsness
Wednesday, June 11, 2008
missiva invernal
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