sara-me, escultora de palavras e poções
do que é o dom de saber da dor o encanto
atalha-lhe o meandro, desagua-me já
cerceia, tritura, mas não me abrases
que nesta terra do fogo a água é de pedra
que alma terei eu de ti, em mim?
que ferida esta, os teus lábios de sal?
que céu, esta manta de tão justo sono?
mas que ventre este o que mordo?
espero eu que te importe
o suor
o ardor
e o sangue
e que assim o diga ao mundo
pois que mais não sei de mim
e, em ti, apenas rumar fundo
andalsness
Wednesday, February 27, 2008
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